Entrevista a Miguel Hurst do festival „Tanto Mar“ (Portugiesisch)

Entrevista a Miguel Hurst

No dia 18 de novembro fizemos uma entrevista com o curador do livro „Angola Cinemas- Uma ficção da liberdade“, depois da abertura da exposição com o mesmo nome e com fotos do livro, o qual mostram cinemas de Angola. Depois da abertura falámos com Miguel Hurst e  perguntámos-lhe algumas coisas que nos  interessavam.

De onde você vem agora? Já passou um tempinho na Alemanha, antes de vir para Colónia?

Vi ontem de Luanda. Cheguei à meia-noite e meia. Passei o dia a voar.

 

Você está a gostar do evento até agora?

Estou surpreendido, não estava à espera de encontrar tanta gente interessada na língua portuguesa. Que  é umas das línguas mas bonitas que existem. Como agora fizeste a pergunta, o evento para mim começou aqui nesta  apresentação do livro e correu bem….estava com um bocadito de receio porque saí ontem às 9 e meia de Luanda e cheguei aqui à meia-noite e meia, dormi muito pouco e estava assim um pouco nervoso. E não sabia bem, mas correu bem. É engraçado ver como se aprende Português cá em Colónia.

 

Acha que Angola é pouco estudada na Alemanha?

Eu não acredito que Angola se quer seja estudada na Alemanha. No sistema de ensino europeu negligenciam-se outros continentes. Falas do Japão e tal. É claro que aqui no estudo académico talvez seja profundamente maior com a presença dos africanos que temos cá na Alemanha, é claro que interesse aumenta. Mas a nível escolar não acredito que existe. Ao nível académico talvez zero vírgula zero cinco por cento do interesse geral…..Se eu estiver a estudar a história africana, mesmo ali as colónias portuguesas são muito poucos faladas.

 

Você acha que é importante para os angolanos que os cinemas sejam preservados, porque nem todos os angolanos, especialmente os mais jovens, têm um relacionamento com esses cinemas dos tempos coloniais?

Os mais jovens não têm relacionamento nenhum. Não espera, vou reformular. Há uns cinemas como disse, que já estão reabilitados. E esses cinemas já não servem o objeto para o qual foram construídos. Por várias razões. As razões técnicas hoje em dia, tanto as visuais, como as áudio precisam de uma tecnologia específica para mostrar o filme com uma certa qualidade. É complicado mostrar nesses cinemas abertos um filme onda entre muita luz não se vê uma boa imagem. De onde o som não tem aqueles cinco pontos, o som surround, essas coisas todas. E além disso as salas são muito grandes….

 

Qual é o seu cinema favorito daqueles que aparecem no seu livro?

É uma pergunta muito difícil, porque tenho três favoritos. Tenho o Kalunga em Benguela, tenho o Impala no Namibe, e tenho o Flamingo em Benguela-Lobito. São os meus três preferidos. São cinemas esplanadas, porque gosto muito dessa lógica de arquitectura do modernismo. Foi isso que me deu a ideia para fazer o livro. Quando vi estas salas ….uau!…Nunca tinha visto na minha vida. Sobre isso é preciso fazer alguma coisa.

 

Resumo da entrevista com Miguel Hurst

Na entrevista falamos sobre temas diferentes que tinham uma conexão com o livro de Miguel Hurst e também falamos de diferentes aspetos interessantes sobre Angola.

Miguel Hurst acha muito bom que festivais como o” Tanto Mar”  ocorram na Alemanha. Isso também foi tema na entrevista, porque ele acha muito interessante e importante que a língua portuguesa e a cultura lusófona em geral sejam  distribuídas no mundo. Falámos do seu livro e a sua exposição aqui na Universidade de Colónia, ao qual apresentava uma colecção de fotos de cinemas antigos do tempo colonial em Angola. São cinemas de diferentes estilos mas todos do tempo colonial. Na entrevista ele deu a sua opinião sobre desses cinemas apresentados,qual é o seu preferido, e o que foi o seu principal sentimento quando viu alguns desses cinemas. Além disso ele contou dos seus planos para o futuro como curador e difusor da cultura angolana, que são muito diversificados. Ele quer fazer filmes, escrever textos sobre a cidade de Luanda para fazer uma peça. Quer fazer um livro sobre as igrejas em Angola, porque há igrejas lindíssimas ali. No final falámos sobre a importância da língua portuguesa, como  uma das línguas mais faladas no mundo e ele destacou alguns aspectos culturais bem interessantes, como não há ensino da língua portuguesa nos escolas na Alemanha, etc., e que é importante mostrar a língua e a cultura portuguesa porque há vários sítios onde se fala português e o mundo lusófono é muito grande.

by Angela

Advertisements

Kommentar verfassen

Trage deine Daten unten ein oder klicke ein Icon um dich einzuloggen:

WordPress.com-Logo

Du kommentierst mit Deinem WordPress.com-Konto. Abmelden /  Ändern )

Google+ Foto

Du kommentierst mit Deinem Google+-Konto. Abmelden /  Ändern )

Twitter-Bild

Du kommentierst mit Deinem Twitter-Konto. Abmelden /  Ändern )

Facebook-Foto

Du kommentierst mit Deinem Facebook-Konto. Abmelden /  Ändern )

w

Verbinde mit %s